Erevan / Geghard / Garni / Lago Sevan / Dilijan
Um dos dias mais intensos e simbólicos da viagem.
A primeira paragem será no Mosteiro de Geghard, classificado como Património Mundial pela UNESCO. Este conjunto monástico do século XIII é uma das imagens mais poderosas da Arménia: igrejas parcialmente escavadas na rocha, espaços de sombra e silêncio, pedra trabalhada com uma delicadeza que parece contrariar a dureza da montanha.
Aqui, a presença de Cassiano Ferraz dará ao grupo uma forma diferente de olhar. Geghard não é apenas um monumento para fotografar. É um lugar para perceber a luz que entra pela pedra, a textura das paredes, a proporção dos espaços e a espiritualidade contida na arquitetura.
Seguimos depois para Garni, aldeia famosa pelo seu templo pagão do século I d.C., construído pelo rei Tiridates I e provavelmente dedicado ao deus Mitra. Erguido sobre uma plataforma triangular e rodeado por uma paisagem impressionante, o Templo de Garni é o único grande vestígio da cultura pagã que sobreviveu na Arménia.
Num país profundamente marcado pelo cristianismo, Garni recorda uma Arménia ainda mais antiga, anterior à conversão oficial do reino, quando outros deuses, outros rituais e outras formas de relação com a natureza faziam parte da vida destas terras.
Neste cenário singular, assistiremos a um concerto de duduk, instrumento tradicional arménio de sonoridade profunda, melancólica e quase humana. Será um dos momentos mais emotivos da viagem: a música a preencher o espaço, a paisagem a envolver o grupo e a Arménia a revelar-se não apenas pela vista, mas também pelo som.
O almoço será servido numa casa local, onde teremos oportunidade de assistir à preparação do lavash, o pão tradicional arménio, cozido num forno subterrâneo chamado tonir. Mais do que uma demonstração gastronómica, é um gesto ancestral, transmitido entre gerações, classificado como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.
Para Cassiano Ferraz, este será também um momento de grande riqueza visual e humana: as mãos que trabalham a massa, o fogo, a farinha, os rostos, os gestos repetidos ao longo de séculos. Na Altiora, são estes detalhes que transformam uma visita numa experiência.
Durante a tarde, seguimos para norte, em direção ao Lago Sevan, situado a cerca de 2.000 metros de altitude. Imenso, luminoso e sereno, este lago ocupa uma parte significativa do território arménio e é uma das grandes paisagens naturais do país.
Na península, visitaremos o Mosteiro de Sevanavank, fundado em 874 d.C. A sua localização, sobre o lago, oferece uma das imagens mais marcantes da viagem: pedra escura, céu amplo, água cristalina e montanhas ao fundo.
Continuação para Dilijan, uma das zonas mais verdes e tranquilas da Arménia.
Alojamento em Dilijan.