A viagem começa em Lisboa, com destino a Tirana, porta de entrada para uma Albânia que muitos ainda conhecem pouco, e talvez por isso mesmo surpreenda tanto.
À chegada, seguimos para Shkodër, uma das cidades mais antigas e culturalmente marcantes do Norte da Albânia. Aqui, a história não se apresenta de forma silenciosa: sente-se nas ruas, na presença veneziana, nas marcas otomanas, na relação com o lago, com os rios e com a montanha. Shkodër foi, ao longo dos séculos, um lugar de encontro e de passagem, uma cidade que nunca pertenceu apenas a uma época. A sua relevância histórica e cultural está ligada às várias camadas de influência ilíria, romana, bizantina, veneziana e otomana.
O grande momento do dia será a visita ao Castelo de Rozafa, erguido numa colina rochosa, em posição estratégica sobre a cidade. Dali, a paisagem abre-se sobre Shkodër, o lago e a confluência dos rios Drin, Kir e Buna, uma daquelas vistas que ajudam a compreender porque certos lugares foram disputados, defendidos e cantados.
Mas Rozafa é também lenda. A história da mulher sacrificada nas muralhas para que o castelo pudesse permanecer de pé é uma das narrativas mais conhecidas da tradição albanesa. É aqui que o olhar do Rui Guedes pode começar a dar outra espessura à viagem: diante de uma fortaleza, não veremos apenas pedras; veremos uma cultura a explicar-se através do mito, da memória e da palavra transmitida.
Jantar incluído.
