Há lugares no mundo onde o tempo parece correr de forma diferente.
A Mongólia é um desses lugares.
Com cerca de 3,5 milhões de habitantes espalhados por um território quase cinco vezes maior do que a Alemanha, este é o país com menor densidade populacional do mundo, com pouco mais de 2 habitantes por quilómetro quadrado. Aqui os horizontes parecem não ter fim e a relação entre o ser humano, os animais e a natureza continua a seguir ritmos ancestrais.
Na Mongólia existem mais cavalos do que pessoas, estima-se que mais de 4 milhões de cavalos percorrem as estepes do país, e para muitos mongóis o cavalo continua a ser parte essencial da vida quotidiana.
É neste cenário de vastidão quase infinita que nasce esta expedição Altiora.
Ao longo de duas semanas atravessamos alguns dos territórios mais emblemáticos do país: as paisagens imensas do Deserto de Gobi, os vales históricos que foram o coração do império de Genghis Khan, as estepes onde ainda vivem comunidades nómadas e, finalmente, as montanhas do Altai, onde sobrevive uma das tradições mais extraordinárias da Ásia Central.
O ponto alto da viagem será a participação no Festival da Águia, um evento raro que reúne os lendários caçadores de águias cazaques. Montados a cavalo e acompanhados pelas suas majestosas águias douradas, estes caçadores demonstram técnicas de caça transmitidas de geração em geração ao longo de séculos.
Durante dois dias assistimos a desfiles, competições de caça com águias, jogos equestres tradicionais e diversas expressões da cultura nómada que continuam vivas nesta região remota do planeta.
Ao longo de toda a viagem seremos acompanhados pela fotojornalista Maria João Gala, autora desta expedição. Com a sua experiência de reportagem e de fotografia documental, Maria João ajuda-nos a olhar para estas paisagens e culturas com um olhar mais atento, revelando histórias, detalhes e momentos que muitas vezes escapam ao olhar apressado do viajante.
Mas esta não é apenas uma viagem para ver a Mongólia.
É uma viagem para sentir o ritmo das estepes, para compreender a vida nómada e para descobrir um dos últimos grandes territórios selvagens do planeta.
Dormiremos em gers, as tradicionais habitações nómadas, atravessaremos o Deserto de Gobi, caminharemos por vales classificados como Património Mundial da UNESCO e conheceremos famílias que continuam a viver como os seus antepassados há séculos.
Uma expedição rara, intensa e profundamente autêntica, pensada para quem procura viajar mais devagar, mais perto das pessoas e mais próximo da essência de um lugar.